quarta-feira, 18 de novembro de 2009

a magia dos elementos

Os "elementos" dentro do simbolismo mágico são os componentes básicos de tudo o que existe. Esse quatro elementos – Terra, Ar, Fogo e Água – são ao mesmo tempo visíveis e invisíveis, físicos e espirituais.

A partir desses elementos todas as coisas foram formadas, de acordo com o pensamento mágico. Nosso conhecimento científico atual, que sustenta haver muitos outros "blocos de construção", não contraria este princípio; é apenas uma versão mais elaborada.

Não é nada sábio encarar os quatro elementos em termos puramente físicos. Terra, por exemplo, refere-se não apenas ao planeta no qual vivemos, mas também ao fenômeno terreno, da base e da estabilidade. Similarmente, o Fogo é muito mais do que a labareda.

Uma vez que esta é a magia da Natureza, utilizando poderes, instrumentos e símbolos naturais, é importante compreender tais poderes. Um dos meios de fazê-lo é por intermédio do estudo dos elementos.

O sistema elemental foi elaborado e aprimorado na Renascença, mas sua raízes se estendem muito mais para trás na história. Pode ser visto apenas como um conveniente sistema de organização para os diversos tipos de magia. Pode também ser encarado como o real sistema de poderes que podem ser acessados para auxiliar em encantamentos e rituais. Cabe a você definir o modo como os vê.

Apesar de os elementos serem descritos como "masculinos" e "femininos", isso não deve ser encarado de maneira preconceituosa. Assim como todos os sistemas da magia, isso é simbólico – descreve os atributos básicos dos elementos em termos facilmente compreendidos. Não significa que seja mais masculino praticar magia do Fogo, ou que a magia de Água seja mais apropriada para mulheres. É apenas um sistema de símbolos.

Planos de existência

A maioria de nós de algum modo ouviu falar nos chamados `Planos de Existência', ou as várias e facetadas dimensões nos quais os corpos podem ser encontrados, e que podem também serem nomeados como as "Dimensões Ocultas".

Os Planos de Existência são metafísicamente observados nas Tradições Misteriosas da Wica, como dimensões paralelas, onde ambas podem de certa forma serem alcançadas (isto depende enormemente de qual destas estariamos tratando) e interligadas. Algumas destas dimensões sutis são normalmente reflexivas ao Plano Físico, e, todas estas recebem influencias deste como um efeito de `reação em cadeia' tanto dos planos superiores ao plano físico, quando do plano físico aos superiores. Assim uma ação desencadeada no plano físico será elevada aos planos superiores, e vice-versa. O que por sua vez, assim podemos relaciona-la à máxima mágica, ou, ao Dogma Wicano que dita que `O Superior é como o Inferior' ou, que mundo físico é um reflexo do mundo superior (o mundo material é um espelho dos planos superiores e tudo o que existe aqui existiu antes como forma de energia sutil).

No ínício as localizações em termos ocultos eram divididas em apenas três planos, como, alto, médio e inferior. Porém com o passar dos anos estas sofreram alterações se dividindo até alcaçarem inúmeras frações de vários, e ou de um mesmo plano.

O Plano Astral é observado como um espaço/tempo paralelo ao plano físico, no qual de acordo com as vibrações em que algo possa vir a atingir, este pode acessa-lo. Logo ele é assim permissivel à mente e ao espírito que através de certos processos, como, por exemplo, o do sonhos, pode-se neste viajar . O plano denso ou físico é um plano relativo às formas, as densidades e a composições materiais. Já o Plano Astral esta para as forças sutis, ou às vibrações. Muitas vezes descrito como Luz Astral, a 'unidade palpável' dentro do Plano Astral pode ser moldada e conduzida através de nossas emoções e pensamentos, desta forma nós bruxos, podemos sob determinados aspectos, concebemos a eficácia de um deteminado sortilégio através da ação direta neste plano. Porém esta unidade,ou "material moldável" também pode receber influencias tanto de planos inferiores, como de planos superiores, o que a reserva de certa forma às aceitações de Seres superiores (como é o caso dos Guardiões dos Quadrantes) para que o desejo lançado através destes planos possa então ser densificado e concretizado.

Como o Plano Astral existe em uma forma vibratória elevada, este se torna assim invísivel a nossa visão comum. Contudo, membros treinados, ou médiuns, podem olhar entre o véu que separa os planos e vislumbra-lo (muitas das vezes em uma coloração azulada, devido a cor do Centro Frontal).

O Plano Astral é encontrado entre o Plano Elemental e o Plano Mental. Como podemos ver na numerção descrita abaixo:

1. O Plano Superior;

2. O Plano Divino;

3. O Plano Espiritual;

4. O Plano Mental;

5. O Plano Astral;

6. O Plano Elemental;

7. O Plano Físico;

Como descrito neste trecho abaixo podemos colocar o Plano Astral como uma localização em si, no qual esta Dimensão etéria, podeiria assim possuir uma vastidão tão grande quanto a dos Planos densos. Assim:

"... A 'Geografia' do plano astral"... É o caminho lógico que nos conduz ao nosso assunto. Porque antes de observarmos os habitantes de um novo país, costumamos colher conhecimento do próprio país, familiarizando-nos com seus montes e vales, seus rios e lagos, suas planícies, serras e várzeas. Empregando, pois, a mesma figura de discurso, vamos agora tomar uma pequena lição de 'geografia' do plano astral...
Porém, antes de tudo, relembrai-vos que o plano astral não é um país, não é um lugar, no sentido usual do termo. Suas dimensões não são as do espaço, porém as de vibração.
Poderíamos dizer, talvez, que as dimensões do plano astral são as dimensões do tempo, porque as vibrações podem ser medidas unicamente quanto ao movimento, e este pode ser determinado só em termos de tempo. Isto é verdade concernente a todas as vibrações, tanto às da energia astral, como às das formas inferiores de energia. As vibrações de luz medem-se em termos de tempo; isto quer dizer: tantas vibrações num segundo, tantas num minuto, etc. Quanto mais alto o grau de vibração, tanto maior o grau de rapidez que a vibração manifesta. Os antigos ocultistas tinham razão quando diziam que há um grau de vibração tão infinitamente rápido que parece ser um repouso absoluto e imóvel! Deste extremo descemos, degrau por degrau, até às formas mais grosseiras de matéria, onde achamos um grau de vibração tão lenta que igualmente se assemelha à imobilidade.
A substância do plano astral é muito mais sutil do que a do plano material; as suas vibrações são muito mais altas, isto é, mais rápidas do que as mais sutis formas da substância material. Existe, porém, um campo muito mais largo entre as vibrações dos planos mais baixos e os mais altos. Com efeito, a diferença entre o plano mais baixo do astral e o mais alto plano material, é menor do que a diferença entre o mais baixo e o mais alto plano do mundo astral mesmo. Assim, pois, entre estes dois extremos das vibrações astrais temos um território igualmente grande como o teríamos no plano material, com a diferença, entretanto, que o território material se mede pelas dimensões do espaço, e o do astral só se pode medir em termos de vibração ou tempo, mas não em termos de espaço..."

Algumas Orações



Orações Diárias
Oração aos Elementais


Pequeninos guardiões,
Seres da luz infinita.
De dia me tragam a paz,
De noite, os dons da Magia.
Invisíveis guardiões,
Protejam os quatro cantos da minha alma,
Os quatro cantos da minha casa,
Os quatro cantos do meu coração.

Enviada por: Diogo de Lima (diogrosvp@bol.com.br)

Oração Diária

Grande Mãe,
Que eu tenha hoje e a cada dia
a força dos céus, a luz do Sol,
o resplendor do fogo, o brilho da Lua,
a presteza do vento, a profundidade do mar,
a estabilidade da terra e a firmeza da rocha
Que Assim Seja e Assim se Faça...
Blessed Be...

Enviada por: Vanessa Alexandrina (nessa_mystica@yahoo.com.br)


Antes das refeições

Da floresta e do córrego;
Da montanha e do campo;
Da nutritiva produção Fértil da Terra;
Eu agora compartilho
Da energia divina;
Que ela possa me emprestar saúde.
Fortalecer-me e amar-me.
Abençoado seja.

Fonte: 'Vivendo a Wicca', de Scott Cunningham


Prece á mãe terra
Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra,
Pois é ela a doadora da vida.
Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida,
E te deu este corpo que um dia tu lhe devolverás.
Saibas que o sangue que corre nas tuas veias
Nasceu do sangue da tua Mãe Terra.
O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela,
Borbulha nos riachos das montanhas,
Flui abundantemente nos rios das planícies.
Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra.
O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu
E os sussurros das folhas da floresta.
Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.
Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos,
Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra,
Que te rodeiam feito as ondas do mar cercando o peixinho,
Como o ar tremelicante sustenta o pássaro.
Em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra,
Ela está em ti e tu estás Nela.
Dela tu nasceste, Nela tu vives e para Ela voltará novamente.
Segue portanto as suas leis,
Pois teu alento é o alento Dela,
Teu sangue o sangue Dela,
Teus ossos os ossos Dela,
Tua carne a carne Dela,
Teus olhos e teus ouvidos são Dela também.
Aquele que encontro a paz na sua Mãe Terra,
Não morrerá jamais.
Conhece esta paz na tua mente,
Deseja esta paz ao teu coração,
Realiza esta paz com o teu corpo.

Evangelho dos Essênios

Fonte: Lobo do Cerrado

Alguns instrumentos wiccas

Estes são alguns intrumentos utilizados na Wicca. Mas lembre-se: o mais importante nos rituais e encantamentos são a sua intenção, a força do seu pensamento, sua imaginação e concentração para visualizar o seu objetivo. Não são os intrumentos que fazem de você um wiccano.


O altar

Sempre que possível, uma bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou luxuoso. Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar deve estar o Cálice e o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais. Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha ou enxofre para o Fogo, e, logicamente, água para esse mesmo elemento. Muitas pessoas colocam um símbolo para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Deve ser criativo, pois o Altar é o um espaço pessoal, onde deve ser colocado amor. Se, por algum motivo, não for possível montar um Altar, pode ser um espaço na sua imaginação, pois o verdadeiro Templo está dentro de você, ou vá para a Natureza e faça dela o mais lindo de todos os santuários.


Pentáculo

O Pentáculo é normalmente um disco, um prato de metal ou madeira com a figura de Pentagrama dentro de um círculo. Ele é usado para consagrar várias outras ferramentas. É também utilizado como um ponto focal de concentração. É associado ao elemento Terra e seu ponto cardeal. Alguns Bruxos usam um Pentáculo para invocar qualquer elemento da Natureza. Você poderia fazer seu próprio Pentáculo com argila ou com uma pedra, pintando o símbolo do Pentagrama sobre o material escolhido. Ele é utilizado para consagrar ervas e para carregar magicamente um talismã ou qualquer instrumento que precise de uma dose de energia extra, e é utilizado também para proteção. Representa a ligação do Bruxo com os Deuses.


Chave Mágica

Para fazer uma chave mágica recorra aos materiais que a Natureza oferece, como gravetos, folhas etc. Faça a chave mais bonita que puder. Com ela você será capaz de abrir todas as portas. Pendure-a na entrada do seu quarto; sempre que tiver um desejo profundo, pegue a chave sem sua mão e com sua imaginação abra a porta que esconde seus desejos.


Sino

O sino de cristal ou de latão é freqüentemente usado pelos bruxos para sinalizar o início e fechamento de um ritual ou Sabbat, para invocar um espírito ou deidade em particular e para despertar os membros do Coven que estão em meditação. Os sinos são tocados também em vários ritos funerários wiccanos para abençoar a alma do bruxo que cruzou o reino dos mortos.


Livro das Sombras

O livro das sombras (também conhecido como Livro Negro) é o diário secreto no qual o bruxo registra seus encantamentos, invocações, rituais, sonhos, receitas de várias poções pessoais e outros assuntos. Um livro desse tipo pode ser mantido por um indivíduo em separado ou por todo um coven. Quando ocorre a morte do bruxo, o livro das sombras pode ser passado para seus filhos ou netos, mantido pela Alta Sacerdotisa e pelo Alto Sacerdote do coven (se o bruxo for membro de um deles no momento de sua morte) ou queimado para proteger os segredos da arte. Qualquer que seja a decisão tomada, ela naturalmente depende dos costumes daquela determinada tradição wiccana ou da vontade pessoal do bruxo.


Punhal ou átame (athame)

O punhal é uma faca ritualística com cabo preto e lâmina de fio duplo, tradicionalmente gravada ou cunhada com vários símbolos mágicos e astrológicos. Representa o antigo e místico elemento ar, símbolo da força da vida, e é usado pelos bruxos para traçar círculos, exorcizar o mal e as forças negativas, controlar e banir os espíritos elementais, guardar e direcionar a energia durante os rituais. Utiliza-se o punhal com cabo branco (bolline) somente para cortar varetas, colher ervas para magia ou para cura, esculpir a tradicional lanterna de Samhain e gravar runas e outros símbolos mágicos em velas e talismãs.


Bolline

O Bolline é uma faca com o cabo branco. Ele é utilizado na colheita de ervas, na construção de talismãs e amuletos mágicos. Existem alguns modelos de Bolline na forma de uma pequena foice, totalmente de prata, em alusão ao antigo Instrumento dos Druidas para a colheita de ervas que possuía esta forma. Ele é um Instrumento opcional, visto que muitos Bruxos usam o átame para desempenhar a função de colher as ervas e construir talismãs.


Vareta

A vareta (também conhecida como Bastão de Fogo) é um bastão fino de madeira, feito de um galho de árvore. Representa o antigo e místico elemento fogo, é símbolo de força, de vontade, e de poder mágico do bruxo que o possui. A vareta de acordo com vários compêndios de magia, deve ter aproximadamente 50 cm de comprimento. é usada para invocar as salamandras (elementais do fogo) em determinados tipos de rituais, traçar círculos, desenhar símbolos mágicos, direcionar a energia e mexer bebidas no caldeirão. Varetas de freixo são usadas em ritos de cura, as de sabugueiro para consagração e banimentos, as de acácia e aveleira para todos os tipos de magia "branca". As de carvalho servem para magia druídica e solar. Em magias lunares para invocar à Deusa, magia de desejo e ritos de cura usamos varetas de salgueiro e sorveira.


Caldeirão

O caldeirão é um pequeno pote escuro de ferro fundido que combina simbolicamente as influências dos quatro antigos e místicos elementos e que representa o ventre divino da Deusa Mãe, sendo utilizado pelos bruxos para vários propósitos como ferver poções, queimar incenso e guardar carvão, flores, ervas ou outros elementos mágicos. O caldeirão pode ser usado também como instrumento para divinação - muitos bruxos enchem seu caldeirão com água na noite de Samhain e os utilizam como espelho mágico para olhar o futuro ou o passado.


Cálice

O cálice (também conhecido como taça ou vaso sagrado) representa o elemento água e é usado no altar durante os rituais.


Colher de Pau

A colher de pau da cozinha pode transformar-se num potente instrumento mágico. Escolha uma colher nova e passe-a nove vezes pelo fogo. Depois, mergulhe-a na água e por fim jogue sobre ela três pitadas de sal. Use-a normalmente na cozinha, impregnando seus alimentos com amor. E não pense duas vezes antes de usá-la como "varinha de condão".


Espelho Mágico

Esta é uma antiga prática irlandesa muito utilizada pelos camponeses. Pegue um espelho e unte-o com uma mistura de sal e limão. Aguarde uma noite de Lua Crescente e "aprisione-a" no espelho (refletindo nele sua imagem). Seu espelho estará magnetizado, sempre que quiser peça para que a Luz, que agora mora dentro dele, ilumine seus caminhos.


Espada Cerimonial

A espada cerimonial representa o elemento fogo e é o símbolo da força do bruxo. Em certas tradições wiccanas, a espada cerimonial é usada no lugar do punhal de cabo preto pela Alta Sacerdotisa do coven, para traçar ou apagar um círculo. A espada, como o punhal, pode também ser usada para controlar e banir espíritos elementais e para guardar e direcionar a energia durante os rituais.


Vassoura

A vassoura é símbolo do magistério feminino e das forças purificadoras da natureza. Até hoje é costume "limpar" as energias negativas de uma casa varrendo-as para fora com uma vassoura desenhada com símbolos mágicos (pentagrama, círculo, taça, espada).


Buril

O buril é um ferro de gravar usado por muitos bruxos e magos para marcar ritualisticamente nomes sagrados, números, runas e vários símbolos mágicos e astrológicos em seus punhais, espadas, sinos de latão do altar, joalheria metálica e outras ferramentas da magia.

Sente o poder

Que poder? Não a energia elétrica levada à sua casa, mas os poderes da magia, as forças dos elementos e ventos, a energia que mantém nosso planeta em rotação dentro de nossa galáxia em rotação, dentro de um universo em rotação. Esta é a verdadeira energia da magia.

Uma das melhores maneiras de se familiarizar com esse poder é pela memória. Temos o poder sempre: é o que mantém nosso corpo funcionando de modo correto. Nós o absorvemos pelos alimentos que comemos e o liberamos por exercícios físicos, trabalhos mentais e funções corpóreas simples, como piscar e respirar.

Uma vez que está sempre conosco, por vezes ele se manifesta.

Muitas pessoas já passaram por uma tempestade. Relâmpagos cortam os céus, o vento e a chuva desabam, e os céus ribombam em tremendos trovões. Tais tempestades costumam causar reações inesperadas.

Pode sentir um calafrio, tanto por medo como por admiração diante de uma demonstração espetacular dos poderes ilimitados da natureza.

Se puder se lembrar de uma tempestade especialmente violenta que lhe tenha causado calafrios, tente recapturar seus sentimentos. Evoque o momento, lembre-se de suas reações à tempestade.

Pode começar a se sentir carregado de energia. Seu pulso e sua respiração podem se acelerar, os músculos de seu corpo podem se contrair, e você pode começar a transpirar.

Essas alterações físicas são manifestações do aumento de energia que surge em seu corpo.

É a mesma energia utilizada na magia. Como já mencionado, muito dessa energia é gerado pela emoção. As reações emocionais às situações podem trazer resultados surpreendentes (a mulher frágil que ergueu um carro de cima da perna de seu filho, por exemplo) que parecem desafiar as leis normais.

Este não é o caso. Essas coisas são manifestações de outras leis da natureza ainda não descobertas pela ciência.

Uma vez que a emoção é um excelente modo de sentir o poder, uma forte reação emocional – como aquela à tempestade – é normalmente resgatada para auxiliar no fluxo do poder.

Obviamente seria ridículo erguer-se e reviver uma tempestade antes de cada encantamento. Simplesmente utilize este exercício para sentir a energia – a energia que se manifesta nos músculos tesos, na aceleração da respiração e dos batimentos cardíacos, e talvez na sudorese.

Uma vez que tenha sentido e seja capaz de senti-la voluntariamente, você pode gerar poder e enviá-lo durante seus encantamentos para elaborar sua necessidade.

Qualquer encantamento praticado nesse estado será muito mais eficaz do que um desprovido de emoção.

Novamente, use sua emoção relacionada à necessidade daquele encantamento em particular par atingir esse estado. Se precisar desesperadamente de 500 dólares para uma conta esquecida, inesperada ou vencida, despeje toda a sua concentração no encantamento. Mas reforce-o com a absoluta certeza de que você pode e vai atrai-lo a você.

Imaginação e visualização

É exatamente o que parece. A imaginação é a origem de todas as coisas produzidas pelos humanos. É o instrumento vital que será utilizado em magia mais do que qualquer outro.

A imaginação é uma necessidade na adivinhação para decifrar o simbolismo. É também necessária na visualização exata daquilo que precisa durante a prática da magia.

A imaginação não é um devaneio mental descontrolado. Como a obra de um talentoso artista que, pelos pincéis e tintas, produz uma tela completa e acabada, a imaginação pode ser utilizada para produzir uma imagem perfeita de sua necessidade.

A imaginação é a habilidade de usar sua mente de modo criativo. A palavra "criativo" está ligada a "criação". Num sentido real, você "cria" aquilo que imagina, ou visualiza, como também se diz. Este é um dos fundamentos da magia: visualização, feita por sua imaginação.

Certamente você é capaz de, neste instante, visualizar uma quente praia havaiana, mesmo sem nunca ter estado lá. Pode também visualizar uma margarida, ou um telefone.

Na magia, a imaginação é usada para visualizar a necessidade.

Se por algum motivo a visualização da necessidade é impossível, visualize um símbolo que corresponda a ela. Uma pomba para a paz, ou uma rosa para o amor.


Scrying

Um dos métodos de adivinhação mais utilizados, o scrying consiste simplesmente em olhar para um vaso, superfície ou material. Métodos de scrying englobam uma ampla variedade, utilizando de tudo, desde fogo até água.

O segredo do scrying é o relaxamento. Se estiver tenso, com seus olhos desesperadamente em busca de símbolos, não funcionará.

Relaxe e olhe. Os símbolos virão até você.

Pode parecer simples demais, mas é verdade. Alguns métodos são mais eficazes que outros, portanto a experiência prática é fundamental para descobrir aquele que melhor lhe serve.

O scrying funciona devido a vários fatores. Os padrões aleatórios de montinhos de terra, ou das ondas de um riacho, ou da brasa brilhante de uma fogueira que se apaga, permitem que a mente consciente relaxe seu controle e que o subconsciente sussurre em seus ouvidos, indicando os símbolos com os quais você pode destravar as respostas às suas questões, ou antever seu futuro.

Com prática, pode se tornar muito eficaz.

Forma extremamente poderosa de magia, a concentração – reter um pensamento ou imagem, ou figura, na mente sem interrupção de outros dados e idéias – é fundamental para muitos encantamentos e rituais.

A lógica é clara – aquilo que mantemos em mente e em que nos concentramos recebe poder. Se se concentrar em sua necessidade, por exemplo, enquanto ata uma folha a uma árvore, você acrescenta seu poder (invocado pela mente) ao encantamento.

O pensamento positivo é um exemplo do poder que a mente pode exercer sobre o mundo. Sabemos que o telefone, o avião, a lâmpada elétrica e tudo o mais que nós criamos começou com um pensamento. O pensamento foi mantido (concentração) até que pudesse ser transformado em manifestação (criação).

De modo semelhante, mantemos um pensamento (a necessidade) e enquanto isso utilizamos a emoção e o conhecimento para que essa necessidade possa se manifestar (criação).

Se não nos concentramos em nossa necessidade, a emoção oscila, o conhecimento se torna inútil e sem forças, e então seria melhor nem ter iniciado o encantamento.

A concentração é parte vital de qualquer encantamento. Apesar de algumas pessoas terem dificuldades em se concentrar devido ao dia-a-dia atribulado, um simples exercício, com perseverança, pode trazer ótimos resultados.

À noite, isolado de outras pessoas, luzes e ruídos, acenda uma vela branca e deite-se ou sente-se confortavelmente diante dela.

Relaxe seu corpo e olhe fixamente para a chama da vela, afastando quaisquer outros pensamentos.

Se não conseguir não pensar em mais nada além da vela brilhando no escuro por mais de dois minutos, você está no caminho certo.

Fonte: 'Magia Natural: Rituais e Encantamentos da Tradição', de Scott Cunningham

O simbolismo

Uma vez que o subconsciente opera por símbolos, é importante cultivar a habilidade de interpretar esses símbolos para decifrar sua mensagem.

Ninguém além de você sabe – realmente – o que os símbolos querem dizer para você. São muito pessoais, resgatados de sua mente subconsciente, e as interpretações de outras pessoas podem ser completamente equivocadas.

Entretanto, uma consulta ao simbolismo tradicional pode ser útil ao mostrar como o simbolismo funciona, e como o código pode ser desvendado ao usarmos a ferramenta da mente, o pensamento.

Ao acender um fogo, aguarde até que as chamas se consumam e contemple as brasas; você poderá ver a imagem de uma tartaruga.

Em vez disso, olhe para o próprio símbolo. Uma tartaruga. O que vem imediatamente à sua mente? Uma criatura de movimentos lentos. Talvez aquática. Com seu casco duro, é capaz de se ocultar interiormente para fugir do mundo externo. E é fértil: algumas tartarugas botam centenas de ovos.

Estas são as várias associações a tartarugas. Sua próxima tarefa será conectar essas associações à questão que perguntou. Se perguntou por que não consegue manter um relacionamento amoroso, talvez sua mente psíquica esteja lhe dizendo que você está agindo como uma tartaruga – teimoso, lento, sempre fugindo do mundo.

Analise apenas as qualidades do símbolo que se relacionam à sua questão. Assim, logo obterá uma resposta.

Se não levantou nenhuma questão, determine um possível evento futuro do mesmo modo, aplicando as associações dos símbolos à sua vida. A resposta surgirá.

Embora esse processo seja por vezes difícil, requerendo muito tempo e trabalho, é um dos componentes básicos de qualquer ato divinatório; uma vez de posse dos símbolos ou figuras, você deve interpretá-los.

Lembre-se de que estes são significados sugeridos para alguns símbolos comumente vistos. Se estiver em completo desacordo com algum deles, siga sua intuição. É a melhor interpretação.

Abacaxi: Hospitalidade, vida fácil.
Abelhas, Colméia, Favo: Indústria, frugalidade, trabalho árduo.
Ampulheta: Cuidado.
Âncora: Viagem. Descanso.
Anel: Casamento. Eternidade.
Aranha: Muito boa sorte. Astúcia. Segredo. Coisas ocultas. Dinheiro.
Árvore: Boa sorte. Forças da natureza. Idade. Estabilidade. Poder.
Ave: Poderes psíquicos. Vôo. Movimento. Boa sorte.
Avião: Viagem. Novos projetos.
Balanças: Equilíbrio. Justiça.
Barco: Descoberta.
Bebê: Novos interesses.
Beija-Flor: Comunicação. Visitas.
Berço: Estranhos.
Bolsa: Ganho. Dinheiro.
Borboleta: Frivolidades. Coisas não essenciais.
Caixão: Surpresa! Não é morte, mas uma longa e irritante, porém não séria, doença.
Caldeirão: Transformações. Grandes possibilidades. Mulheres. Recomeços. Fins.
Cão: Amor. Amigo. Fidelidade.
Casa: Sucesso.
Cavalo: Força. Viagem. Graça.
Cesta: Presente.
Chama, Fogo: Purificação. Mudança. Desejo. Dominação. Forças motrizes.
Chapéu: Rival. Honras.
Chave: Mistérios. Elucidações. Segurança. Prosperidade. Fertilidade.
Chifres: Fertilidade. Santidade. Espiritualidade. Forças da Natureza.
Cisne: Boa sorte. Um amante.
Cobra: Sabedoria. Eternidade. Masculinidade. Um homem. Segredo. Conhecimento.
Cogumelo: Abrigo. Alimento.
Colher: Sorte.
Concha: Criatividade. Boa sorte. Dinheiro. Prosperidade. Estabilidade emocional.
Cones De Pinho: Alimento. Sustento. Inverno.
Coração: Amor. Prazer.
Cornucópia: Fertilidade. Proteção. Prosperidade. Animais. Refreamento.
Coroa: Sucesso.
Coruja: Sabedoria.
Crânio e Ossos Cruzados: Morte. Ressurreição. Conforto. Consolo.
Crescente: Frescor. Novidade. Mãe. Mulheres.
Cruz: De braços iguais: poderes da Natureza. Os Elementos. Grandes energias em ação. Cruz cristã: Religião. Consolação. Sofrimento.
Escada: Tumulto. Sol. Subida. Descida. Evolução. Iniciação.
Espada: Vida. Morte. Conflitos. Discussões. Negatividade.
Espelho: Reverso. Lua. Mulheres. Amor. Reflexão. Beleza. Sabedoria. Transferência. Comunicação.
Estrela: Sorte excepcional. Proteção divina. Fortuna. Riqueza. Grandes honrarias. Respeitabilidade. Sucesso.
Fechadura: Obstáculos. Proteção. Segurança.
Ferradura: Sorte. Proteção. Viagem.
Flecha: Notícias
Fonte: Espiritualidade. Inspiração. Mãe Natureza. Amor.
Gato: Sabedoria. Intelectualismo. Alheamento.
Jaula, Grades de Prisão: Restrição. Isolação. Solidão.
Leão: Influência. Realeza. Poder. Força. Ferocidade.
Luva: Sorte. Proteção.
Montanha: Jornadas. Obstáculos.
Navio: Ganho. Viagem. Novidades.
Nó: Manifestação. Obstáculo. Casamento. Compromisso. Restrição.
Nuvens: Dores de cabeça. Problemas mentais. A mente. Pensamentos.
Olho: Introspecção. Inspeção. Avaliação.
Ovo: Ganhos. Fertilidade. Sorte.
Papagaio: Impetuosidade. Cor. Escândalo.
Pato: Saúde. Fartura.
Pavão: Luxúria. Esplendor. Vaidade.
Peixe: Sexualidade. Riqueza. Especulação da sorte.
Rato: Pobreza. Roubo.
Relógio: Morte. Tempo em qualquer manifestação. Mudança.
Revólver, Pistola, Rifle: Discórdia. Desastre. Calúnia.
Roca de Fiar: Criatividade. Mudança. Sexualidade. Transformação.
Roda: Estações. Reencarnação. Plenitude. Fins. Eternidade.
Rosa: Amor. Amor perdido. Riqueza de vida. O passado.
Sal: Pureza. Purificação. Dinheiro. Estabilidade. Base. Limpeza. Cura.
Semente de Carvalho: Homens. Juventude. Força.
Sino: Celebrações. Casamento. (Os sinos dobram pelo novo, mas também pelo velho. O sino pode anunciar tempos difíceis também.)
Tartaruga: Indolência. Fertilidade. Fuga. Estagnação.
Tesouras: Discussões. Separações.
Triângulo: Com ponta para cima: boa sorte. Com ponta para baixo: azar.
Unha: Dor. Angústia.
Vaca: Dinheiro ou prosperidade.
Vassoura: Limpeza. Feminilidade. Domesticidade. Purificação. Cura. Guerra à negatividade.

Lembre-se de que estas são apenas sugestões. É impossível dizer exatamente o que uma bandeira do seu país significaria para você, do mesmo modo como é impossível para você determinar o significado de um bode para outra pessoa. O segredo dos símbolos se revela àqueles que trabalham com eles por meio de suas próprias mentes.


Fonte: 'Magia Natural: Rituais e Encantamentos da Tradição', de Scott Cunningham

Mão de Poder

A magia lida com os poderes produzidos pelo corpo, os quais são utilizados em alguns encantamentos e rituais. É uma parte da energia universal que sustenta nossos corpos. Parte desse poder é liberado pelo estado emocional atingido durante a prática da magia e é enviado juntamente a outras energias que tenham sido conjuradas para que sua necessidade pudesse se manifestar.

A mão do poder é aquela pela qual tais poderes são liberados. É a mão com a qual se escreve. Se você for ambidestro, e puder utilizar ambas as mãos, escolha uma e mantenha sua opção.

Essa mão é utilizada em magia para apresentar, segurar, arremessar ou executar qualquer outro gesto de modo ritualístico durante um encantamento.

É aconselhável utilizar a mão com a qual se escreve quando solicitado em rituais específicos, pois essa é uma mão hábil, e é por meio dela que as energias são normalmente liberadas. Portanto, se você desenhou um símbolo representando sua necessidade com sua mão de poder, o próprio símbolo estará imbuído com um pouco de sua energia.

Esta tem sido a base da magia.

Costuma-se dizer que a magia foi a primeira religião, e que, ao utilizarmos amorosamente as forças da Natureza para causar mudanças benéficas, integramo-nos a elas.

Essas forças foram personificas como Deuses e Deusas.

Sintonizar-se com eles é uma experiência espiritual e é a base de toda religião verdadeira.

As técnicas necessárias para praticar magia natural são simples e de fácil aprendizado. Seu desejo de praticar determinará o quanto você se adaptará a elas. Como qualquer outra coisa, a magia normalmente se torna mais fácil com a prática.

Fonte: 'Magia Natural: Rituais e Encantamentos da Tradição', de Scott Cunningham

Adivinhação

A adivinhação é um processo mágico pelo qual o desconhecido se torna conhecido. É executado por um sem número de instrumentos – espelhos, nuvens, folhas de chá, borras de café, cartas de tarô, poeira, vento – praticamente qualquer coisa que possa ser utilizada como um instrumento pelo subconsciente, ou mente psíquica.

Outro tipo de adivinhação permite que as próprias forças do Universo determinem o futuro pela movimentação de objetos ou símbolos.

Para aqueles de nós que não são conscientes e desejosamente psíquico, a adivinhação permite que vejam o futuro por apenas alguns fugazes momentos. Por meio da utilização de padrões aleatórios, reflexões ou outros pontos focais, os impulsos psíquicos – estão sempre sendo recebidos por nosso subconsciente – conseguem acessar a mente consciente, tornando-se, deste modo, "conhecido".

A adivinhação permite também a utilização de vários objetos a serem manipulados tanto pelo mago como pelas próprias forças da Natureza, para que revelem o futuro. Incluem-se aqui as pedras, as flores e chamas. Algumas formas de adivinhação utilizam os dois métodos.

A adivinhação tem um lugar muito importante dentro da magia, pois nos permite conhecer as circunstâncias que envolvem uma dada situação, especialmente naquelas em que um amigo pede seu auxílio mágico. Deste modo, permite que tomemos decisões racionais sobre se devemos ou não executar a magia, com base em informações mais completas.

De modo geral, antes de qualquer atividade de magia, devemos realizar uma adivinhação para nos certificarmos de que a necessidade está presente, que a emoção é suficiente e que o conhecimento é correto.

Mas a adivinhação não se limita estritamente a questões de magia. Pode ser utilizada como um guia para os problemas cotidianos que surgem como um guia para os problemas cotidianos que surgem em nossas vidas.

A maioria dos métodos é rápida e, com prática, deve surtir efeito. Uma vez que existem muitos métodos diferentes de adivinhação, é melhor você experimentar vários até que encontre aquele que mais lhe agrada.

Uma palavra de alerta: a adivinhação, quando utilizada para antever o futuro, mostra eventos possíveis.

Se não lhe agrade o que vê, aja para mudar sua vida antes que o futuro se torne presente.

2.Magia

A magia é a utilização das forças da Natureza para acarretar as mudanças necessárias.

Para atrair, intensificar e direcionar essas energias, o mago utiliza alguns instrumentos. Podem ser itens preciosos como adagas incrustadas com pedras preciosas e reluzentes incensários de prata, ou objetos naturais, como gravetos e pedras. Os instrumentos necessários aqui são os naturais. Pedras, árvores, rios, folhas e plantas formam o rol de instrumentos da magia natural, juntamente a alguns itens “comprados em lojas”, como espelhos, velas e linhas.

A manipulação desses instrumentos, em conjunto com a necessidade premente, é normalmente o bastante para trabalhar a magia, pra que alguns poderes da Natureza se ativem e tragam as mudanças necessárias. A magia é enganosamente simples e incrivelmente fácil.

Obviamente, enterrar uma pedra no solo, segurar uma folha ou desenhar uma figura num automóvel, por si só, não acarreta nada.

Somente quando tais gestos são executados num estado de carga emocional é que as mudanças são forjadas e a magia realmente acontece.

Para que a magia efetivamente aconteça, três fatores deve estar presentes: a necessidade, a emoção e o conhecimento.


Três fatores

A necessidade é simples. Você acorda numa manhã com uma terrível dor de cabeça da qual não consegue se livrar. Ou pode ser que precise de cem dólares até o final mês. Um amigo pode estar em busca de um novo amor. Em todos esses casos, há uma necessidade.

A necessidade não deve ser confundida com o desejo. Os desejos costumam ser passageiros, o que desejamos esta manhã pode ser suplantado por outro desejo na manhã seguinte. Um desejo é um capricho; já uma necessidade é um estado importante, de sentimentos profundos, que nos consome.

A emoção é também muito clara. Pode precisar de um emprego, por exemplo, mas se não estiver emocionalmente envolvido na busca desse emprego, preocupado, ansioso ou irritado, nem mesmo todos os encantamentos do mundo lhe trarão tal emprego.

Eis o porquê de, algumas vezes, ser infrutífero realizar encantamentos para outras pessoas, a não ser que você possa sentir a mesma necessidade que elas sentem – emocionalmente.

O conhecimento constitui o corpo da sabedoria mágica. Em outras palavras, um encantamento ou ritual, ou as teorias básicas por trás deles, que nos permitem criar nossos próprios conhecimentos.

Um encantamento ou ritual é apenas um modo de fazer algo. Há muitos outros meios, e muitas variações possíveis para um encantamento.

Com estes três fatores, qualquer coisa pode ser atingida, limitada apenas por nossa experiência e tempo. A primeira é a chave – somente ao realizar magia você saberá se funciona ou não.

A magia é algo semelhante a uma passarela desconhecida. De início, você pisará de leve, testando, checando se é segura.

Depois, você caminhará sobre ela confiantemente, sabendo onde pisar e onde evitar.

Muitas pessoas encaram a magia com desconfiança, prontas para crer, mas incapazes disto sem provas.

É uma prática saudável. A crença é uma coisa, mas a certeza é outra bem diferente. Há a possibilidade de uma crença não ser fundada. A certeza, no entanto, é apenas aquilo – os frutos da experiência que nos permitem aceitar algo por inteiro.

As limitações – dúvidas e falsas crenças – são eliminadas apenas por meio da perseverança e do trabalho. Muitas pessoas sentem que vale o esforço, mas esta é uma escolha puramente pessoal.


Moralidade Mágica

Moralidade? Na magia?

Sim. Não no sentido de valores e ética, social ou pessoal, pois estas estão em constante mudança. Mas moralidade no sentido espiritual.

Magia deveria ser executada visando efeitos positivos, nunca negativos. A manipulação do poder para infligir doença, dor, morte; destruir, usurpar ou causar qualquer dano à propriedade de outra pessoa; ou para controlar outra pessoa é considerada magia negativa.

Isso inclui forçar alguém a se apaixonar por você ou a fazer sexo com você; interromper um casamento ou um caso de amor; mudar a cabeça de outra pessoa – forçar alguém a fazer algo que não deseja.

A magia não é um campo aberto onde os egos e as necessidades egoístas podem ser satisfeitas com um capricho. Há riscos à espera daqueles que efetuam trabalhos negativos. Essa magia pode se concretizar, mas as duras conseqüências nunca compensam os efeitos.

Há um princípio mágico segundo o qual o que você deposita em sua magia é exatamente o que vai receber. Se executar magia benéfica, você receberá de volta essas benesses. O mago negativo, entretanto, receberá apenas negatividade, e normalmente ela destruirá aquele que manipula.

À luz deste princípio, não há aparentemente razões para efetuar magia negativa (geralmente chamada de “magia negra”). Realmente, não há. Aqueles que ainda não se convenceram e que a executam receberão os frutos das ações.

Obviamente, é o aspecto benéfico da magia que a torna, e ao seu usuário, divinos.

A magia negativa sempre teve seus seguidores. São aqueles seduzidos pelo mal, cegos pelo poder temporário eu lhes é oferecido, impossibilitados de ver a luz até que seja tarde demais.

Algumas magias a seguir são destrutivas, e isso pode gerar algumas confusão. A maioria de nós associa a destruição com o mal. Entretanto, a destruição da própria negatividade – com maus hábitos, obsessões, males e assim por diante – não é negativa. Uma vez que isto não causa mal a ninguém, pelo contrário, ajuda, é seguro dizer que é magia positiva.


Magia Para Si Mesmo

Executar magia para si mesmo não é egoísmo, pois melhora todo o mundo. Muitas pessoas parecem crer que é ótimo criar um encantamento para um amigo mas não conseguem realizar nada para si próprias.

Esta é uma idéia distorcida, e deve ser abandonada quanto antes. Apenas quem é saudável, feliz e financeiramente seguro pode auxiliar os outros, do mesmo modo como deve amar a si próprio para que então os outros o amem.

Parte desta confusão vem das técnicas utilizadas. A magia que lhe traz benefícios em detrimento de outras pessoas deve ser evitada, pois não condiz com a moralidade da magia.

Normalmente, há um meio de melhorar sua vida e a si mesmo sem causar danos a outros, e esta é a magia que deve ser utilizada.

Nunca se sinta egoísta ao executar magia em seu proveito, desde que não cause mal a ninguém.


Magia Para Os Outros

Se divulgar suas atividades mágicas, outras pessoas virão até você e pedirão que execute encantamentos. Cabe a você decidir se fará ou não sua vontade, e esta decisão deve ser tomada com base em alguns fatores.

Há apenas uma regra de outro no que diz respeito a fazer magia para outros: se isso lhe faz sentir-se bem, faça-a. Caso contrário, desista.

As pessoas tendem a ser um tanto malandras ao pedir auxílio por meio da magia. Normalmente elas disfarçam suas explicações, ou mentem abertamente, para convencê-lo a ajudá-las.

Até mesmo bons amigos podem não ver a verdade em alguns casos, ou podem gerar um incidente fora de proporções. Baseado em tais evidências, você pode até vir a confrontar-se com um problema que nem sequer existe, desperdiçando assim seu tempo e energia.

As pessoas podem também pedir para que realize algo por meio da magia que eles próprios poderiam realizar se arregaçassem as mangas e pusessem as mãos na massa.

Com todos estes pensamentos não ditos, verdades ocultas, mentiras e enganos, o que podemos fazer?

Na magia, é melhor utilizar alguma técnica divinatória para obter algumas respostas.

Magia

A magia natural é direta e objetiva. Apesar de tudo o que possa ter ouvido, a magia não é algo sobrenatural, não natural ou mesmo alienígena. Ela está em nossos próprios quintais, em nossas casas; na própria essência de nossos seres. As forças da Natureza dão poderes à magia – e não aos demônios, "Satã" ou anjos caídos.

Um dos maiores mistérios da magia é que não há mistérios. Pelo contrário, eles estão constantemente se revelando ao nosso redor. O estudo de um simples botão de rosa, de uma folha de grama ou do sopro do vento por meio das folhas de uma árvore revelará tanto quanto, senão mais, sobre a verdadeira natureza da magia do que uma centena de empoeirados tomos renascentistas.

A Natureza é o universo em si. Não apenas seus poderes, mas também suas manifestações. Algumas dessas manifestações, como os espelhos, são artificialmente produzidas, mas estão ligadas e conectadas aos poderes da Natureza por intermédio de seu simbolismo.

Em nossa era cada vez mais automatizada, muitas pessoas se encontram isoladas do planeta que sustenta e mantém nossas próprias vidas. A verdadeira dependência que temos da Terra está esquecida. Muitos estão rompendo suas conexões com a Terra. Como resultado, este é um período de grande agitação, tanto nos planos individuais como no global.

A magia da Terra pode ajudar a descobrir, trabalhar e resolver muitas das pequenas crises e problemas que nos afligem atualmente enquanto indivíduos. Certamente não é uma solução simples para os problemas do mundo, mas pode trazer ordem a nossas vidas, e isso já é um bom começo.

Segundo o pensamento da magia, o corpo humano é o "microcosmo" (pequena representação) da Terra, que seria o "macrocosmo". A Terra é também o microcosmo do Universo. Em outras palavras, somos representações da essência do planeta e, por conseqüência, do Universo. Assim sendo, ao mudarmos a nós mesmos, mudamos a Terra e o Universo.

A magia é útil quando traz tais mudanças a nossas vidas e, dessa forma, à própria Terra, e tais mudanças devem ser positivas.

O objetivo de toda magia, trilhas ocultas e religiões místicas é a perfeição do ser. Embora isto possa não ser obtido em uma vida, é perfeitamente possível que melhoremos a nós mesmos. Este ato singular já faz com que a Terra se torne muito mais saudável.

Se praticar qualquer magia, seja ao desenhar um coração na areia, contemplar um espelho para antever o futuro, seja para atar um nó para auxiliar um amigo com problemas, tenha em mente os mais elevados aspectos de seus trabalhos. Você está melhorando o mundo e ajudando a curá-lo das terríveis mazelas que sofreu por nossas mãos.

É isso que torna o praticante da magia natural verdadeiramente divino.

Significados das runas

Runa: Feoh (fehu)
Deus regente: Freyr
Significado: Gado
Mensagem: Enriquecimento

Associada ao gado, que era o dinheiro dos antigos nórdicos, ela sempre se relaciona com a matéria, dinheiro, prosperidade, enriquecimento mesmo nos aspectos não materiais, aumento dos sentimentos e amor, conclusão de projetos e recompensa pelos esforços.

Invertida: significa pobreza material ou espiritual, problemas financeiros, encerramento de projetos, frustração e instabilidade física e emocional.

Runa: Ur (uruz)
Deus regente: Tyr
Significado: Bisão
Mensagem: Passagem

O bisão sempre foi um animal sagrado, relacionado aos testes iniciáticos que traziam os meninos para a posição de guerreiros. Esta runa representa testes (de força, de integridade, de coragem), responsabilidades e consciência, sucesso profissional, oportunidades que surgem em meio a dificuldades.

Invertida:
gasto inútil de energia, estar imerso em batalhas perdidas, falta de preparo para enfrentar uma situação, estar numa posição vulnerável.
Runa: Thorn (porn)
Deus regente: Thor
Significado: Deus Thor
Mensagem: Vencer dificuldades

Representando a própria pessoa do deus Thor, traz para a mesa do oráculo um protetor invencível, que proporciona o conhecimento prévio do perigo, ajuda a transpor obstáculos e anuncia sorte em todos os assuntos, temperamento explosivo e atitudes impensadas (que, se for mal administrada, pode levar a perdas posteriores).

Invertida: egoísmo, dificuldade de ouvir conselhos e aceitar ajuda, teimosia, dificuldade de enxergar os riscos da situação em que se encontra.
Runa: Ansur (ansuz)
Deus regente: Bragi
Significado: Boca
Mensagem: Aprendizado

Representando uma boca, ela se refere à fala, comunicação, transmissão de conhecimentos, estudos, trabalho mental e administrativo bem sucedido, intermediários, advogados e parceiros. Anuncia sucesso em exames, entrevistas, teses e reuniões, ampliação da cultura e conhecimentos técnicos.

Invertida: anuncia o mau uso da palavra e do conhecimento: fofocas, mentiras, falta de comunicação, discussões, falsificação de documentos, provas falsas, perda de documentos, fracasso em ent
Runa: Rad
Deus regente: Nornes
Significado: Roda
Mensagem: Mudança

Representando uma roda, num contínuo movimento, ele imprime a característica de movimento ao assunto em questão, mudanças, evolução, mudanças de local ou cidade, estações do ano, situações que, embora possam melhorar, podem ser transitórias, pois a roda sobe mas depois tem que descer para iniciar uma nova volta.

Invertida: podem ser mudanças infrutíferas, ou para pior; falta tempo para finalizar o ciclo de instabilidade em que o consultante está vivendo, pode faltar objetividade, mas o tempo todo existe a consciência de que a sorte vai mudar brevemente.
revistas e trabalhos mentais.
Runa: Ken (kano)
Deus regente: Loki
Significado: Tocha
Mensagem: Criatividade

Representando uma tocha, a doadora de luz e calor através do fogo, traz mensagens de abertura, visualização, criatividade, convites, novas realidades e situações ou a compreensão clara de situações que antes nos angustiavam . É uma runa excelente nos casos em que se pergunta sobre saúde, pois sempre anuncia a cura e reinício da vida normal. No caso de relacionamentos afetivos, pode representar uma nova pessoa que ilumina os dias do consultante.

Invertida: a chama apagada deixa apenas um rastro de fumaça indicando a direção, torna difícil visualizar o problema com clareza, falsas oportunidades aparecem, relacionamentos se esfriam e o vigor físico diminui.
Runa: Gueofu
Deus regente: Freyja
Significado: União
Mensagem: Amor

Representa um nó que ata duas pessoas, união, sociedade, companheirismo, partilha, relações amorosas, todas positivas e bem sucedidas. No entanto, deve-se ter cuidado para ver se, na questão do consultante, existe algum assunto relativo à dependência, pois esta runa indica coisas que as pessoas só conseguem fazer em parceria.

Invertida: falha em todo tipo de parcerias: perdas através de sócios, falência do casamento, falta de cumprimento de contratos, falta de cooperação das pessoas próximas.

Runa: Winn (wunjo)
Deus regente: Weiland
Significado: Glórias
Mensagem: Alegria

Representa a coroa da vitória, glórias, sucesso, fama e honrarias. Representa também sabedoria, discernimento e poder de decisão sobre suas próprias questões. Para qualquer tipo de pergunta, uma resposta de sucesso, vitória e realização de desejos, ganhos, situações em que se vence pelo raciocínio e sabedoria, e não pela intuição/ coração.

Invertida: sensação de impotência, situações sem solução, sentir-se preso ou restringido, frustração e atraso, desfecho negativo para qualquer pergunta que o consultante tenha feito.
Runa:Hagall (Hegl)
Deus regente: Gigantes
Significado: Granizo
Mensagem: Interrupção

Representa flocos de neve /granizo, traz a simbologia das restrições que o inverno impõe no hemisfério norte, anuncia restrições, obstáculos, lutar contra forças superiores, sofrer interrupções ou complicações legais. Em geral, são situações em que não se tem qualquer domínio sobre a evolução das coisas, e se é forçado a resignar ou ter paciência devido à demora.

Invertida: anuncia a necessidade de retirada, ou recuo num projeto, temporariamente, devido a circunstâncias desfavoráveis; aprender a ceder e a perder fazem parte desta mensagem.
Runa: Nied (Nid)
Deus regente: Hella
Significado: Necessidade
Mensagem: Pobreza

Representa a pobreza, a necessidade. Esta, entre todas, é a runa que mais atrasa qualquer projeto, ou mais indica dificuldades na solução de problemas, embora ainda existe uma possibilidade remota de que o projeto do consultante se desenvolva posteriormente; as maiores chances são de desistência total ou fracasso. No corpo físico, anuncia baixa vitalidade e queda de resistência.

Invertida: esta é sua forma mais negativa, a mais negativa de todas as runas, anuncia pobreza, carência, necessidade, falta, doenças crônicas, sofrimento e aprisionamento em situações extremamente restritivas.
Runa: Is (Isa)
Deus regente: Mimir
Significado: Gelo
Mensagem: Atraso, espera

Representa a neve , o gelo. Esta é uma runa neutra, que indica atrasos e congelamento de planos, limitações de espaço, local, casa ou imóvel; se o assunto é um relacionamento, esta runa significa que a outra pessoa não está interessada ou engajada nesta relação . Períodos de inatividade, dormência, atrasos temporários e retardamento de planos podem ocorrer.

Invertida: perdas, falhas, falência, desistir de um objetivo, porque se cansou de nadar contra a corrente.
Runa: Jara (Jera)
Deus regente: Martelo de Thor
Significado: Colheita
Mensagem: Justiça

Representa a colheita, abundância, o que se obteve através do trabalho, o que se mereceu. Pode aparecer quando o assunto envolve justiça, juiz, karma, mas note que nem sempre quer dizer que o consultante terá sucesso, ele terá justiça (se não fez por merecer a recompensa, sairá perdendo de alguma forma). Anuncia o encerramento de qualquer disputa, processo, pendência e divergência.

Invertida: pode ser necessário contratar um advogado por qualquer motivo, alguém a quem pedimos que obtenha o que é do nosso direito. Em relação a relacionamentos, pode significar descobrir coisas sobre a outra pessoa que nos desencantam.
Runa: Yr (eihwaz)
Deus regente: Sacrificio de Odin
Significado: Teixo
Mensagem: Reflexão, morte

Representa uma árvore, o teixo, sob a qual se alojavam os sábios que iam lançar as runas, e cuja madeira era usada em rituais, armas, construções e objetos artísticos. Esta runa tem o significado simbólico da reflexão, abnegação, sacrifícios por causas importantes, ou o aparecimento de um sábio que irá nos instruir, orientar ou organizar nosso trabalho para que os problemas sejam contornados. Toda vez que a pergunta envolve questões espirituais, esta runa aparece, pois ela representa a sabedoria e a experiência.

Invertida: situações onde se é forçado a fazer sacrifícios, ou aceitar perdas irreversíveis, luto, encerramento, a lição do desapego.
Runa: Peorth (perth)
Deus regente: Nornes
Significado: Revelação
Mensagem: Revelação

Representa a revelação de mistérios ou segredos, o conteúdo oculto das coisas, a essência das coisas, ao contrário das aparências. Pode significar notícias agradáveis, ou "coincidências" que têm papel importante na resolução dos problemas do consultante; ganhos e presentes, loterias, sorte. Notícias agradáveis.

Invertida: surpresas desagradáveis podem ocorrer, ou pessoas que tiveram atitudes desonestas podem ser desmascaradas e expostas. Podem haver perdas financeiras ou de reputação.
Runa: Eolh (algiz)
Deus regente: Thor
Significado: Alce
Mensagem: Espiritualização

Representa os chifres de um alce, um órgão de defesa num animal imponente, que representava o chefe da tribo nos sacrifícios sagrados. Em geral, anuncia proteção divina ou um protetor que nos aparece; as coisas se resolvem sozinhas num fluxo de energia positivo que nos envolve mas não está sob nosso controle.

Invertida: nossa proteção se retirou; se fizemos escolhas erradas, é hora de pagar o seu preço; se trilhamos caminhos tortos, é hora de se redimir e voltar ao caminho reto. Indica uma situação em que se está em desvantagem, vulnerável, ou se é obrigado a fazer sacrifícios.



Runa: Sigel
Deus regente: Baldur
Significado: Sol
Mensagem: Vitória completa

Representa o Sol, doador de luz, calor e vida. Em geral, anuncia vitória, fama, reconhecimento, recompensas, sorte e saúde. Tudo é motivo de alegria: amor, dinheiro, amigos e festas; pode ser o final de um ciclo de problemas, a solução que traz alívio.

Invertida: pode significar muita atividade ou dispersão de energia em objetivos simultâneos e incompatíveis, stress, problemas por assumir mais responsabilidades do que se pode dar conta.



Runa: Tyr (teiwaz)
Deus regente: Deus Tyr
Significado: Guerreiro
Mensagem: Coragem

Representa um guerreiro, a forma mais forte e ágil do homem, o homem em seu estado mais saudável, viril e competitivo. Em geral, aparece nos casos em que é necessário ter muita coragem e ousadia para vencer problemas; em relacionamentos afetivos indica uma paixão incontrolável e sensual, ou uma pessoa de caráter forte, personalidade que se impõe e físico saudável.

Invertida: fraqueza física, ou de caráter; falta de empenho para resolver problemas ou obter sucesso; personalidade auto indulgente.



Runa: Beorc
Deus regente: Frigg
Significado: Gestação
Mensagem: Fecundidade

Representa a gravidez, a geração, a fecundidade. Anuncia aumento, crescimento, multiplicação, abundância, realização de desejos e projetos. Pode representar uma mulher (mãe, irmã, esposa) ou um casamento.

Invertida:
dificuldades relacionadas a gastos imprudentes, multiplicação de defeitos ou problemas (como os juros bancários), aborto, esterilidade, mulheres dominadoras ou tiranas, situações em que não se tem como ganhar.

Runa: Eoh (ehwaz)
Deus regente: Valkyrias
Significado: Cavalo
Mensagem: Viagem

Representa um cavalo, a forma primária de mobilidade dos vikings. Anuncia viagens,mudanças de local ou cidade, coisas que se movem ou nos levam a mudanças de vida que ocorrem de forma rápida, e sem que possamos fazer nada. Pode significar notícias, cartas, formas de comunicação ou mensageiros, ou envolvimento com meios de comunicação.

Invertida: imobilidade, restrições, prisão ou laços sufocantes. Mudanças para pior, ou de resultado neutro após muito trabalho.



Runa: Mann
Deus regente: Homens
Significado: Humanidade
Mensagem: Ajuda, altruísmo

Representa o homem, a espécie humana, a humanidade. Sempre aparece nas questões que exigem racionalidade, superioridade de julgamento, altruísmo, serviço social, atitudes imparciais em prol do coletivo. Pode representar grupos dos quais fazemos parte: raça, religião, nação, bairro, órgãos de classe. Indica que é necessário ter uma atitude superior e praticar a caridade para vencer o problema em questão.

Invertida: egoísmo, individualismo, boicotes, falsos amigos, greves, falta de colaboração por parte das pessoas do grupo, relacionamentos que não sobrevivem devido ao egocentrismo.



Runa: Lagu (leguz)
Deus regente: Sacerdotisas
Significado: Água
Mensagem: Intuição

Representa um lago, a água calma e profunda. Os lagos representam o inconsciente, os aspectos psicológicos, os poderes de clarividência e magia. Nos casos em que esta runa aparece, o melhor é se guiar pela intuição, pois existe uma corrente espiritual em contato com o consultante. Pode representar uma figura feminina de grande poder psíquico, uma sacerdotisa ou bruxa, ou, simplesmente, uma mulher sábia e madura.

Invertida: perder-se em meio a mares confusos, ilusão, falsas imagens ou valorização de aparências. Pessoas que canalizam forças negativas, ou praticam cultos perigosos. Se representar uma mulher, ela pode ser falsa, interesseira ou fraca de saúde.



Runa: Ing ( Inguz)
Deus regente: Freyr
Significado: Herói, lenda
Mensagem: Conclusão

Representa o herói lendário Inguz, e traz para a leitura a necessidade de atitudes heróicas, corajosas e de franca generosidade altruísta. Em geral, anuncia o fechamento de ciclos de problemas e um recomeço bem sucedido, acerto de pendências antigas, ou desaparecimento de pessoas que nos incomodaram durante muito tempo; a conotação em termos de sentimento é de alívio.

Invertida: pode significar pendências que não se consegue resolver, atrasos, necessidade de soluções urgentes que implicam em perdas, ou ciclos que não terminaram de forma bem definida (relacionamentos que terminam sem uma finalização definida e geram pendências).



Runa: Odal (Othel)
Deus regente: Heimdall
Significado: Velho
Mensagem: Tradição, herança

Representa um homem velho, e traz a temática da autoridade, do conservadorismo e da necessidade de soluções formais, legais, hierarquia ou aspectos legais. Pode significar separações ou divisões, ou retorno de situações do passado mal resolvidas. Pode significar cobranças por falta que cometemos: irresponsabilidade, falta de decoro ou usar as pessoas, e seremos forçados a abandonar este tipo de atitude.

Invertida: postura pedante ou autoritária, sem, no entanto, haver sabedoria de fato. Pessoas que acham que sabem tudo, ou são donas da verdade. Posturas antiquadas, problemas com homens autoritários ou autoridades.



Runa: Daeg (Dagaz)
Deus regente: Baldur
Significado: Dia
Mensagem: Esperança

Representa o dia, o nascer do sol, a chegada da luz depois das longas noites de inverno. Sempre que aparece, revela uma mensagem de esperança, fé, ajuda, a certeza de que o tempo cura tudo e que um dia sempre nasce depois do outro. Otimismo e confiança, situações que caminham seguramente para a solução.
Invertida: situações que se arrastam por muito tempo, sem que possamos fazer nada, ou sem que percebamos; coisas que são estáveis, mas ao mesmo tempo promovem estagnação em nome da segurança. O ultimo período de tensão que falta sobrepujar para vencer um obstáculo.



Runa: Wird
Deus regente: Odin
Significado: Em branco
Mensagem: Precipitação do destino

Representa o nada, a runa ausente, sem símbolo, chamada a runa do destino. Quando aparece, significa que o homem faz seu próprio destino, tem em suas mãos o poder de decidir e agir, mas é sempre uma escolha delicada, uma situação de risco. Em geral, quer dizer que as circunstâncias que afetam o projeto ainda estão em aberto, não foram definidas. Pode-se relacioná-lo a situações cármicas, acontecimentos predestinados.

Esta runa não tem forma invertida, e pode ser interpretada como um alerta de que o consultante não deve saber a resposta à sua pergunta ainda neste momento.




Fonte:http://circulopagao.com/phpBB2/viewtopic.php?p=405&sid=2d42dfb2c1730be87ac908ca5a4c2bfe

A Origem das Runas



Há uma tendência a menosprezar as runas como sendo simplesmente a escrita da Idade Média utilizada por aqueles povos setentrionais que não foram convertidos ao cristianismo e, conseqüentemente, não aprenderam o monkalpa (alfabeto dos monges) ou alfabeto latino. Por muitas razões, isso é um infortúnio. Estigmatizar as runas por serem um alfabeto pagão faz com que muitas de suas outras funções sejam negadas.

Existem diversas teorias sobre a origem das runas. Não importa qual seja a origem delas, existe a debatida questão sobre quem foi a primeira pessoa a utilizar a escrita. Teria sido desenhada por um grupo ou um indivíduo inspirado? Nunca saberemos. E isso por si só, aumenta o poder e o mistério da escrita rúnica.

Dias especias para a magia

No passado, quando as pessoas viviam em conjunto com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares tinham um profundo impacto em cerimônias religiosas. Por ser a Lua vista como um símbolo da Deusa, cerimônias de adoração e magia aconteciam sob sua luz. A chegada do inverno, as primeiras atividades da primavera, o quente verão e a entrada do outono também eram marcadas por rituais.

Os wiccanos, herdeiros das religiões pré-cristãs da Europa, ainda celebram a Lua cheia e observam as mudanças das estações. O calendário religioso wiccano possui treze celebrações de Lua Cheia e oito Sabbats, ou dias de poder.

Quatro desses dias (ou melhor, noites) são determinados pelos solstícios e equinócios, o início astronômico das estações. Os outros quatro rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos (e, de certo modo, aqueles do Oriente Médio). Os rituais estruturam e ordenam o ano wiccano, além de nos lembrar do infinito ciclo que perdurará muito depois de partirmos.

Quatro dos Sabbats - talvez os que há mais tempo são observados - eram provavelmente associados à agricultura e aos ciclos reprodutivos dos animais. São eles o Imbolc ou Candlemas (1° de Agosto), Beltane (31 de Outubro), Lughnasadh ou Lammas (2 de fevereiro) e Samhain (1 de maio). Estes são nomes celtas, muito comuns entre os wiccanos, apesar de existirem muitos outros.

Quando a observação cuidadosa do céu levou a um conhecimento comum do ano astronômico, os solstícios e equinócios (por volta de 21 de março, 21 de junho, 21 de setembro e 21 de dezembro - as datas corretas variam de ano para ano) foram incorporados à estrutura religiosa.

Quem foram os primeiros a cultuar e gerar energia nesses períodos? Esta questão não pode ser respondida. Entretanto, esses dias e noites sagrados são a origem dos 21 rituais wiccanos.

Muitos deles ainda sobrevivem em suas formas seculares e religiosas. Celebrações do May Day (Dia de Maio), Halloween, Dia da Marmota e até mesmo o Dia de Ação de Graças, para citar alguns populares feriados americanos, estão conectados a antigos cultos pagãos. Versões altamente cristianizadas dos Sabbats também foram preservadas pela Igreja Católica.

Os Sabbats são rituais solares, assinalando pontos do ciclo anual do Sol, e constituem apenas metade do ano ritual wiccano. Os Esbats são as celebrações wiccanas da Lua Cheia. Nesta data, nós nos reunimos para cultuar Aquela Que É. Não que os wiccanos omitam o Deus nos Esbats - ambos são normalmente reverenciados em todas as ocasiões.

Anualmente, ocorrem de 12 a 13 Luas cheias, ou uma a cada 28 ¼ dias. A Lua é um símbolo da Deusa, bem como uma fonte de energia. Assim, após os aspectos religiosos dos Esbats, os wiccanos costumam praticar magia, desfrutando do maior poder energético que, crê-se, exista nesses períodos.

Alguns antigos festivais pagãos, desprovidos de suas qualidades sagradas pelo domínio do Cristianismo, se degeneraram. O Samhain aparentemente pertence agora aos fabricantes de doces nos Estados Unidos, enquanto o Yule foi transformado de um dos mais sagrados dias pagãos num período de grosseiro comercialismo. Até mesmo os ecos do nascimento de um salvador cristão são pouco audíveis diante do zumbido eletrônico das máquinas registradoras.

Mas a velha magia permanece nesses dias e noites, e os wiccanos os celebram. Rituais variam enormemente, mas todos se relacionam à Deusa e ao Deus, e à nossa morada, a Terra. A maioria dos ritos acontecem à noite, por motivos práticos assim como para gerar certo clima de mistério. Os Sabbats, sendo baseados no Sol, são mais normalmente celebrados ao meio-dia ou na aurora, mas hoje isto é raro.

Os Sabbats nos contam uma das histórias da Deusa e do Deus, de sua relação e de seus efeitos sobre a fertilidade da Terra. Muitas são as variações desses mitos, mas eis aqui um relativamente comum, entrelaçado a descrições básicas dos Sabbats.

A Deusa dá à luz um filho, o Deus, no Yule. De modo algum isto é uma adaptação do cristianismo. O solstício de inverno é há muito visto como um período de nascimentos divinos. Diz-se que Mitras nasceu nesse período. Os cristãos simplesmente o adotaram a seu uso em 273 E. C. (Era Comum).

O Yule é uma época de grande escuridão e este é o menor dia do ano. Povos antigos notaram tais fenômenos e suplicaram às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites. Os wiccanos ocasionalmente celebram o Yule pouco antes da aurora, e a seguir observam o nascer do sol como um final apropriado para seus esforços.

Uma vez que o Deus é também o Sol, isto assinala o ponto do ano no qual o Sol também renasce. Assim, os wiccanos acendem fogueiras ou velas para saudar o retorno da luz do Sol. A Deusa, inativa durante o inverno de Sua gestação, repousa após o parto.

O Yule é remanescente de antigos rituais celebrados para acelerar o fim do inverno e a fartura da primavera. Para os wiccanos contemporâneos, é um lembrete de que o produto final da morte é o renascimento, um pensamento reconfortante nestes dias de desassossego.

O Imbolc assinala a recuperação da Deusa após dar à luz o Deus. Os períodos mais longos de luz A despertam. O Deus é um jovem desejoso, mas Seu poder é mais sentido nos dias mais longos. O calor fertiliza da terra (a Deusa), fazendo com que as sementes germinem e brotem. Assim ocorre o início da primavera.

Este é um Sabbat de purificação pelas forças renovadoras do sol, após a vida reclusa do inverno. É também um festival de luz e fertilidade, antigamente marcado na Europa por grandes queimas, tochas e fogos de todas as formas. O fogo representa nossa própria iluminação e inspiração, assim como a luz e o calor.

O Imbolc é também conhecido como festa das Tochas, Oimelc, Lupercalia, Festa de Pã, Festival do Floco de Neve, Festa da Luz Crescente, Dia de Brigit, e provavelmente muitos outros nomes. Algumas wiccanas seguem o antigo costume escandinavo de usar coroas com velas acesas, mas muitos outros usam velas em suas invocações.

Este é um dos períodos tradicionais para as iniciações em covens e rituais de autodedicação, que podem ser praticados ou renovados nesse período.

Ostara, o Equinócio da Primavera, e também conhecido como Ritos da Primavera e Dia de Eostra, assinala o primeiro dia da real primavera. As energias da natureza mudam subitamente do repouso do inverno para a exuberante expansão da primavera. A Deusa cobre a terra com seu manto de fertilidade, despertada de Seu repouso, enquanto o Deus se desenvolve e amadurece. Ele caminha pelos campos a verdejar, e delicia-se com a abundância da natureza.

No Ostara, as horas do dia e da noite são as mesmas. A luz está ultrapassando a escuridão; a Deusa e o Deus impelem as criaturas selvagens da Terra a reproduzir-se.

Este é um período de iniciar, de agir, de plantar encantamentos para ganhos futuros, e de cuidar dos jardins rituais.

O Beltane marca a chegada da virilidade do jovem Deus. Agitado pelas energias em ação na natureza, Ele deseja a Deusa. Eles se apaixonam, deitam-se entre a relva e os botões de flores, e se unem. A Deusa fica grávida do Deus. Os wiccanos celebram o símbolo da fertilidade da Deusa em ritual.

O Beltane é há muito celebrado com rituais e festas. Os Maypoles (Mastros de Maio), símbolos fálicos supremos, eram o ponto central dos rituais das antigas vilas inglesas. Muitas pessoas acordavam na alvorada para colher flores e ramos verdes nos campos e jardins, usando-os para decorar os Maypoles, seus lares e a si mesmos.

As flores e folhas simbolizam a Deusa; o Maypole, o Deus. O Beltane marca o retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças.

Os Maypoles são por vezes utilizados atualmente por wiccanos durante os rituais do Beltane, mas o caldeirão é um ponto central mais comum da cerimônia. Representa, obviamente, a Deusa - a essência da feminilidade, o objetivo de todo desejo, o igual mas oposto do Maypole, símbolo do Deus.

No passado, pulava-se sobre fogueiras para estimular a fertilidade, a purificação, a saúde e o amor. O fogo novamente representa o Sol, celebrado neste período de dias mais longos.

O Meio do Verão é uma época clássica para magia de todos os tipos.

Lughnasadh é a época da primeira colheita, quando as plantas da primavera murcham e derrubam seus frutos ou sementes para garantir nosso consumo e para assegurar futuras safras. Misticamente, também o Deus perde Sua força enquanto o Sol nasce mais longe ao Sul a cada dia, e as noites tornam-se mais longas. A Deusa observa entre lamento e regozijo ao perceber que o Deus está morrendo, ao mesmo tempo que vive dentro dEla como Seu filho.

Lughnasadh, também conhecido como Véspera de Agosto, Festa do Pão, Lar da Colheita e Lammas, não é necessariamente observado neste dia. Originalmente, coincidia com a primeira ceifada.

À medida que o verão passa, os wiccanos recordam seu calor e fartura no alimento que comemos. Cada refeição é um ato de sintonia com a natureza, e somos lembrados de que nada no universo é constante.

O Mabon, o Equinócio de Outono, é a conclusão da colheita iniciada no Lughnasadh. Mais uma vez o dia e a noite tem a mesma duração, equilibrados enquanto o Deus se prepara para abandonar Seu corpo físico e iniciar a grande aventura rumo ao desconhecido, em direção à renovação e ao renascimento pela Deusa.

A natureza retrocede, recolhe sua fartura, preparando-se para o inverno e seu período de repouso. A Deusa curva-se diante do Sol que enfraquece, apesar do fogo que queima dentro de Seu útero. Ela sente a presença do Deus mesmo enquanto Ele enfraquece.

No Samhain, a Deusa se despede do Deus. É um adeus temporário. Ele não está envolto em trevas eternas, mas prepara-se para renascer pela Deusa no Yule.

Antigamente, o Samhain, também conhecido como Véspera de Novembro, Festa dos Mortos, Festa das Maçãs, e Todos os Santos, marcava um período de sacrifício. Em alguns lugares, esta era a época de sacrifícios animais para assegurar comida durante as profundezas do inverno. O Deus - identificado com os animais - também tombava para garantir a continuidade de nossa existência.

O Samhain é um período de reflexão, de análise do ano que se finda, de ajustar contas com o fenômeno da vida sobre o qual não exercemos controle - a morte.

O wiccano sente que nesta noite a divisão entre as realidades físicas e espirituais é estreita. Eles recordam seus ancestrais e todos os que já se foram.

Após o Samhain, os wiccanos celebram o Yule, completando assim o ciclo do ano.

Certamente, há muitos mistérios enterrados aqui. Por que o Deus primeiro o filho e depois o amante da Deusa? Isto não é incesto, mas simbolismo. Na história da agricultura (um dentre muitos mitos wiccanos), a constante alternância da fertilidade da Terra é representada pela Deusa e pelo Deus. Este mito fala dos mistérios do nascimento, da morte e do renascimento. Celebra os maravilhosos aspectos e belos efeitos do amor, e honra as mulheres que perpetuam nossa espécie. Também indica a grande dependência que os homens têm em relação à Terra, ao Sol e à Lua, e os efeitos das estações em nossa rotina.

Para povos agrícolas, o ponto principal deste ciclo místico é a produção de alimentos por meio da união entre o Deus e a Deusa. O Alimento - sem o qual todos morreríamos - está intimamente ligado às deidades. Na verdade, os wiccanos vêem a comida como mais uma manifestação da energia divina.

Assim, ao observar os Sabbats, os wiccanos sintonizam-se com a Terra e com as deidades. Eles reafirmam suas raízes na Terra. A prática de rituais nas noites de lua cheia também fortalece sua conexão com a Deusa em particular.

O wiccano sábio celebra os Sabbats e os Esbats, por serem estes períodos de poder real e simbólico. Honrá-los de algum modo é parte integral da Wicca.



Fonte: circulo sagrado

A Deusa e o Deus

O Divino Feminino

A Deusa foi a primeira divindade cultuada pelo homem pré-histórico. As suas inúmeras imagens encontradas em vários sítios históricos e arqueológicos do mundo inteiro representavam a fertilidade - da mulher e da Terra. Por ser a mulher a doadora da vida atribuiu-se à Fonte Criadora Universal a condição feminina e a Mãe Terra tornou-se o primeiro contato da raça humana com o divino.

Mas afinal, quem é essa Deusa? Só o fato de termos que fazer essa pergunta demonstra o quanto nossa sociedade ocidental formada sob a égide da mitologia judaico-cristã se afastou de nossas origens. Fomos criados condicionados por uma cosmologia desprovida de símbolos do Sagrado Feminimo, a não ser Maria, Mãe Divina, que não tem os atributos divinos, que são reconhecidos apenas ao Pai e ao Filho e é substituida na Trindade pelo conceito de Espírito Santo. Maria é, quando muito, a intermediária para a atuação dos poderes do Deus... "peça à Mãe que o Filho concede..." Mas Maria não é a Deusa, senão um de seus aspectos mais aceitos pela sociedade patriarcal, de coadjuvante do Deus, reproduzindo o fenômeno social do patriarcado em que a mulher auxilia o homem, mas sempre lhe é inferior e, por isso, deve submeter-se à sua autoridade.

Não somos feministas nem queremos partir para discursos feministas, mas tão somente constatar que a ausência de uma Deusa nas mitologias pós-cristãs se deve ao franco predomínio do patriarcado. Predomínio esse que nos trouxe, ao final do século XX, a uma sociedade norteada pelos valores da competição selvagem, da sobrevivência do mais forte, da violência ao invés da convivência, do predomínio da razão sobre a emoção. Mas a Deusa está ressurgindo. Desde a década de 60, reafirmando-se nas últimas, a descoberta da Terra como valor mais alto a preservar sob pena de não mais haver espécie humana fez decolar a consciência ecológica e o renascimento dos valores ligados à Deusa: a paz, a convivência na diversidade, a cultura, as artes, o respeito a outras formas de vida no planeta.

Cultuar a Deusa hoje significa reconsagrar o Sagrado Feminino, curando, assim, a Terra e a essência humana. Quer sejamos homens ou mulheres, sabemos que nossa psique contém aspectos masculinos e femininos. Aceitar e respeitar a Deusa como polaridade complementar do Deus é o primeiro passo para a cura de nossa fragmentação dualística interior. A Deusa é cultuada como Mãe Terra, representando a plenitude da Terra, sua sacralidade. Sobre a Terra existimos e, ao fazê-lo, estamos pisando o corpo dela, aqui e agora, muito diferente da crença em um deus Onipotente e distante, que vive nos céus. A Deusa é a Terra que pisamos, nossos irmãos animais e plantas, a água que bebemos, o ar que respiramos, o fogo do centro dos vulcões, os rios, as cores do arco-íris, o meu corpo, o seu corpo... A Deusa está em todas as coisas... Ela é Aquela que Canta na Natureza... O Deus Cornífero seu consorte, segue sua música e é Aquele que Dança a Vida... Cultuar a Deusa não significa substituir o Deus ou rejeitá-lo. Ambos, Deus e Deusa são da mesma moeda, as duas faces do Todo. A Deusa é a criadora primordial, o Deus o primeiro criado, e sua dança conjunta e eterna, em espiral, representa a eterna dança da vida.

A Deusa também é a Senhora da Lua e, mais uma vez, a explicação desse fato remonta às cavernas em que já vivemos. O homem pré-histórico desconhecia o papel do homem na reprodução, mas conhecia muito bem o papel da mulher. E ainda considerava a mulher envolta em uma aura mística, porque sangrava todo mês e não morria, ao passo que para qualquer dos homens sangrar significava morte. Portanto, a mulher devia ser muito poderosa, ainda mais que conhecia o "segredo" de ter bebês... É fácil entender porque a mulher era identificada com a Deusa, ou, melhor dizendo, porque a primeira divindade conhecida tinha que ter caracteres femininos... Ainda mais quando as pessoas descobriram que a gravidez durava 10 lunações e a colheita e o suceder das estações seguia um ciclo de 13 meses lunares. O primeiro calendário do homem pré-histórico foi mostrado nas mãos da famosa estatueta da Vênus de Laussel, que segura em sua mão um chifre em forma de crescente, com 13 talhos que representam as lunações. Por sua conexão com a Lua e a mulher, a Deusa é cultuada em 3 aspectos: a Donzela, que corresponde à Lua Crescente, a Mãe representada na Lua Cheia e a Anciã, simbolizada na Lua Decrescente, ou seja, Minguante e Nova.

Na tradição da Deusa a Donzela é representada pela cor branca e significa os inícios, tudo o que vai crescer, o apogeu da juventude, as sementes plantadas que começam a germinar, a Primavera, os animais no cio e seu acasalamento. Ela e a Virgem, não só aquela que é fisicamente virgem, mas a mulher que se basta, independente e autosuficiente. Como Mãe a Deusa está em sua plenitude. Sua cor é o vermelho, sua época o verão. Significa abundância, proteção, procriação, nutrição, os animais parindo e amamentando, as espigas maduras, a prosperidade, a idade adulta. Ela é a Senhora da Vida, a face mais acolhedora da Deusa.

Por fim, a Deusa é a Anciã, que é a Mulher Sábia, aquela que atingiu a menopausa e não mais verte seu sangue, tornando-se assim mais poderosa por isso. Simboliza a paciência, a sabedoria, a velhice, o anoitecer, a cor preta. A Anciã também é a Deusa em sua face Negra da Ceifeira, a Senhora da Morte. Aquela que precisa agir para que o eterno ciclo dos renascimentos seja perpetuado. Esta é o aspecto com que mais dificilmente nos conectamos, porém, a Senhora da Sombra, a Guardiã das Trevas e Condutora das Almas é essencial em nossos processos vitais. Que seria de nós se não existisse a morte? Não poderíamos renascer, recomeçar... Desta forma, é fácil compreendermos porque a Religião da Deusa postula a reencarnação. Se fazemos parte de um universo em constante mutação, que sentido haveria em crermos que somos os únicos a não participar do processo interminável da vida-morte-renascimento? Essa realidade existe no microcosmo do ciclo das estações, da colheita que tem que ser feita para que se reúnam as sementes e haja novo plantio.

É justamente por isso que aqueles que seguem o Caminho da Deusa celebram a chamada Roda do Ano, constituida pelos 8 Sabbats que marcam a passagem das estações. Ao celebrar os Sabbats cremos que estamos ajudando no giro da Roda da Vida, participando assim de um processo de co-criação do mundo. Submeter-se à sua autoridade.

Por tudo o que dissemos fica fácil entender porque os caminhos, cultos e tradições centrados na Deusa são religiões naturais, fundamentadas nos ciclos da natureza e no entendimento de seus elementos e ritmos. Estas práticas de magia natural usam a conexão e correlação dos elementos da natureza - Água, Terra, Fogo e Ar, as correspondências astrológicas (signos zodiacais, influências planetárias, dias e horários propícios, pedras minerais, plantas, essências, cores, sons) e a sintonia com os seres elementais (Devas Guardiões dos lugares, Gnomos, Silfos, Ondinas, Salamandras, Duendes e Fadas).


A Deusa e o Deus

"Todas as Deusas são uma só Deusa, todos os Deuses são um só Deus."

Conquanto a Deusa presida a pulsação vital constante do Universo, é imprescindível que entendamos o papel do Deus. Ela é a Senhora da Vida, mas Ele é o Portador da Luz; Ela é o ventre, Ele o falo ereto; Ela gera a vida, Ele é a faísca que inicia o processo, em plena harmonia, sem predomínios nem competições, mas pela completa união... Ambos parceiros no desenrolar da música e dança que criam e recriam o universo ainda hoje... Na Primavera Ela é a Donzela, Ele o Deus Azul do Amor... No verão ela é a Mãe, grávida, ele o Galhudo, o Deus da Vegetação e dos Animais, Cernnunnos... No outono ele desce para o Mundo Subterrâneo, como o Deus Negro do Mundo Inferior, do sacrifício e da Morte e Ela a Anciã que abre os portais e o acolhe durante sua transmutação. No inverno ele renasce do próprio ventre escuro da Deusa, que quase torna, assim, a um só tempo, sua consorte e sua mãe...


O Deus Cornífero

O Deus realmente é deixado de lado muitas vezes nos cultos pagãos, como se a energia da Deusa pedisse essa dedicação exclusiva. Isto é verdade em parte, porque, não é possível cultuar o Deus adequadamente enquanto não mergulharmos na Deusa e nos despirmos do Deus do patriarcado.

Quando no curso de nosso caminho - e isso demora até anos (mas vaira muito de pessoa para pessoa) - está na hora do Deus voltar, a própria Deusa nos mostra seu Filho, Consorte, Defensor, Ancião. O Deus aparece, tríplice como a Deusa.

O Deus Jovem é, antes de tudo, a Criança da promessa, a semente do sol no meio da escuridão. Depois, é o Garoto do Pólen, o fertilizador em sua face mais juvenil, e traz a energia da alegria de viver, o poder de se maravilhar ante as descobertas da vida, é o experimentador, a face mais sorridente do sol matinal.

Daí surge o Deus Azul do Amor, o rapaz que cresceu e chegou na adolescência e desabrocha em beleza e masculinidade, é o Jovem Deus da Primavera, percorre as Florestas e acorda a natureza. Ele é o Apaixonado, aquele que primeiro busca a Deusa como a Donzela e propicia o encontro... Ele é o Deus da sedução ainda inocente, que não conhece os mistérios da Senhora ainda... ele é toda possibilidade.

Depois ele é o Galhudo e o Green Man... O Deus é o macho na sua plenitude, O Senhor dos Chifres que desbancou o gamo-rei anterior, ele é força e poder, músculos e vitalidade, ele cheira a sexo e promessas. Ele é o Grande Amante, atraído irresistivelmente pela Senhora ele é o Provedor, o Sustentador, o Senhor Defensor. Ele é o Senhor das Coisas Selvagens, o Deus da Dança da Vida, O Falo Ereto, O Fertilizador. Como Green Man ele também é o Senhor da Terra e sua abundância, o parceiro da Senhora dos Grãos. O Senhor dos Brotos, aquele que cuida dos frutos e os distribui pela terra.

Mas o Deus é também O Trapaceiro, o Senhor da Embriaguez, o Desafiador e o Ancião da Justiça. Ele nos faz seguir um caminho e nos perdemos para conhecer o pânico de Pan... ele nos deixa loucos como Dionisio, ou perdidos nos devaneios de Netuno... ele é o Desafiador, seja nos duelos, seja na guerra, na luta pela sobrevivência... ele é caprichoso e insidioso, ele nos engana, nos deixa desesperados e sorri - porque esse é seu papel; estimular o novo, mostrar que nosso desespero é inútil e só nos escraviza...

Como a Deusa, Ele está na fome e no fim da fome, na vida e na doença terminal, na luz e na sombra, no que é bom para você e no que é mau... A Deusa nunca está só, ela tem sua contraparte masculina e, no entanto, Ele só existe por amor a Ela... alias, todos nós somos fruto dessa dança de amor. O Deus é o Ancião sábio, o distribuidor da Justiça, seja a que se impõe com sabedoria ou raios... Ele conhece os segredos dos oráculos, mas sabe que são Dela... ele é o repositório do conhecimento, mas a sabedoria é Dela... ele lê os sinais da natureza, mas sabe que quem os escreve é Ela.

E o velho sábio vai murchando e se transforma no Senhor da Morte... ele que é o Senhor de Dois Mundos, pois no ventre dela, de volta, ele vive sua morte e a própria ressurreição. Mistério e segredo, morte e retorno, Ele é o que atravessa os portais dos quais Ela é a Senhora. Ele, o Caçador, que também faz o papel de Ceifador... Ele que ronda o leito dos moribundos e dança a dança da morte. O Senhor dos esqueletos.

Ele que na dança da morte retoma o brilho do sol e sua face negra se ilumina, em uma explosão impossível de conter, e Lugh nasce outra vez...

Ele que é Pai, Filho, Bebê Iluminado, Amante Selvagem, Sábio Educador... ele, o Deus que se revela apenas pela Deusa.


Fonte: circulo sagrado

sobre Wicca





A Wicca é uma religião em que não existem livros sagrados, nem profetas a justificá-los, hierarquia ou dogmas. Não faz apelo a uma fé única e exclusiva, não tem mandamentos e promove acima de tudo o respeito e a diversidade. Não é também um sincretismo religioso porque vários sincretismos são possíveis. é uma escolha pessoal para aqueles que sentem que a sua percepção do sagrado não só não se enquadra nos esquemas tradicionais como é algo demasiado individual para se sujeitar a conjuntos de regras e crenças que outros determinaram.

As poucas regras existentes na Wicca têm um caráter essencialmente funcional e são vistas não como mandamentos de qualquer divindade ou profeta iluminado, mas como simples normas de relacionamento entre pessoas que partilham interesses comuns. São apenas alguns princípios genéricos ligados a valores ecológicos e individuais de largo consenso e à liberdade de expressão da religiosidade como é sentida e recriada por cada um. O seu espírito está bem patente na regra básica "Faz o que quiseres desde que não faças mal", a única regra que todos os membros da Wicca procuram seguir.

A Wicca tem a sua maior implantação nos países anglo-saxônicos, onde a longa tradição democrática e o Protestantismo permitem um maior individualismo - chamando a estes praticantes de Bruxos Solitários. E para além das práticas individuais, os wiccanos agrupam-se em pequenos núcleos, tradicionalmente de 13 pessoas - ao qual chamamos de Coven. Cada Coven possui as suas regras e tradições; e ainda podem juntar-se em grandes encontros. Nestes encontros estendem-se ao campo religioso os princípios de liberdade de expressão e de associação já há muito aplicados em outros setores da sociedade. Ao contrário de outras religiões e de outras organizações, não existe aqui uma estrutura hierárquica nem uma autoridade central.

Os wiccanos recomendam àqueles que buscam a Arte, que aceitem esses poucos princípios básicos:

Nós praticamos ritos para nos alinharmos ao ritmo natural das forças vitais, marcadas pelas fases da Lua, e aos feriados sazonais.

Nós reconhecemos que nossa inteligência nos dá uma responsabilidade única em relação a nosso meio ambiente. Buscamos viver em harmonia com a Natureza, em equilíbrio ecológico, oferecendo completa satisfação à vida e à consciência, dentro de um conceito evolucionário.

Nós damos crédito a uma profundidade de poder muito maior que é aparente a uma pessoa normal. Por ser tão maior que ordinário, é às vezes chamado de "sobrenatural", mas nós o vemos como algo naturalmente potencial a todos.

Nós vemos o Poder Criativo do Universo como algo que se manifesta através da Polaridade - como masculino e feminino - e que ao mesmo tempo vive dentro de todos nós, funcionando através da interação das mesmas polaridades masculina e feminina.

Não valorizamos um acima do outro, sabendo serem complementares.

Nós reconhecemos ambos os mundos exterior e interior, ou mundos psicológicos - às vezes conhecidos como Mundo dos Espíritos, Inconsciente Coletivo, Planos Interiores, etc. - e vemos na interação de tais dimensões a base de fenômenos paranormais e exercício mágico.

Não negligenciamos qualquer das dimensões, vendo ambas como necessárias para nossa realização.

Nós não reconhecemos nenhuma hierarquia autoritária, mas honramos aqueles que ensinam, respeitamos os que dividem maior conhecimento e sabedoria, e admiramos os que corajosamente deram de si em liderança.

Nós vemos religião, mágica, e sabedoria como sendo unidas na maneira em que se vê o mundo e se vive nele - uma visão de mundo e filosofia de vida, que identificamos como Bruxaria ou o Caminho Wiccano.

Chamar-se "Bruxo" não faz de você um Bruxo - assim como a hereditariedade, ou a coleção de títulos, graus e iniciações.

Um Bruxo busca controlar as forças interiores, que tornam a vida possível, de modo a viver sabiamente e bem, sem danos a outros e em harmonia com a Natureza.

Nós reconhecemos que é a afirmação e satisfação da vida, em uma continuação de evolução e desenvolvimento da consciência, que dá significado ao Universo que conhecemos, e a nosso papel pessoal dentro do mesmo.

Nossa única animosidade acerca da Cristandade, ou de qualquer outra religião ou filosofia, dá-se pelo fato de suas instituições terem clamado ser "o único verdadeiro e correto caminho", e lutado para negar liberdade a outros, e reprimido diferentes modos de prática religiosa e crenças.

Não nos sentimos ameaçados por debates a respeito da História da Arte, das origens de vários termos, da legitimidade de vários aspectos de diferentes tradições.

Somos preocupados com nosso presente e com nosso futuro.

Nós não aceitamos o conceito de "mal absoluto", nem adoramos qualquer entidade conhecida como "Satã" ou "o Demônio" como defendido pela Tradição Cristã.

Não buscamos poder através do sofrimento de outros, nem aceitamos o conceito de que benefícios pessoais só possam ser alcançados através da negação de outros.

Trabalhamos dentro da Natureza para aquilo que é positivo para nossa saúde e bem estar.